terça-feira, 29 de novembro de 2011

Controle Remoto, Tombo e Emoções

Começar falando de ontem. Cena engraçada.

Depois do trabalho fui buscar Isabela na casa da vovó Lora e quando entrei na sala deu vontade de rir. Vovó Lora, Tia Andréa, Tio Murilo, Douglas, Rayanne... todos na sala assistindo TV com Isabela.
TV não, DVD do Toquinho: Mundo da Criança!
A Pequena monopolizou o controle remoto até lá na casa da vovó.

Hoje foi "mesversário" da Princesa Rosa, 7 meses!

Está linda! Muito serelepe, está aprendendo imitar "bichinho" com a mamãe.

Os dentinhos fizeram a gengiva inchar muito, tanto que o primeiro dente que havia surgido, agora sumiu. Com isso ela está bem mais agitada. É fase, é fase.

Eu, que fui o primeiro a fazer Isabela chorar de medo (relembre nesse post),  hoje, no seu "mesversário", colaborei para seu primeiro tombo.

Deixei a Pequena no sofá enquanto colocava o papazinho para esquentar. Daqui a pouco ouço o baque!
Ela quis pegar o controle remoto e rolou pelo sofá até alcançar. Só que daí o chão estava bem ali e como ela não sabe o que são freios, a queda foi certa!

Corremos, Lili e eu, e ela lá com a carinha assustada, mas com o controle remoto na mão...

Quando a pegamos no colo o choro foi daqueles inconsoláveis, que além de tudo alimenta o remorso desse pai descuidado.

É certo que outros e outros tombos virão; metáfora do que é mesmo a nossa vida. O que fazer se não oferecer um colo e um afago a essa criaturinha que hoje ama brincar com o controle remoto, mas que já nasceu sabendo acionar em nosso coração a tecla das melhores emoções.

Já que falei em melhores emoções, percebo que Isabela traz esperança e alegria para a família.

Nesses últimos dias duas situações de enfermidade acabaram trazendo os medos naturais dessas horas. Ao lado da Pequena, parece que conseguimos esquecer um pouco disso tudo e sorrir com a alegria dela.

Foi assim outro dia com a vovó Adélia, que enquanto segurava a netinha, chorava seus temores. Sem a compreensão daquilo tudo, mas atraida pelas lágrimas, Isabela deixou sua mão correr pelo rosto da vovó de modo bem delicado, como que querendo dizer: "- chora não, vovó, vai ficar tudo bem".

Vai ficar tudo bem sim, Isabela. E não nos deixe tirar de suas mãos esse controle que tão bem você usa, fazendo despertar em nós essas boas emoções.

É isso.
Abraços paternais!

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