Pouco tenho falado aqui das impressões de ser pai e de esperar pelo filhote. Afinal, esse é o objetivo do blog, contar essa trajetória sob o ponto de vista do pai. Pois bem, então digo: nem tudo são flores nesse processo de espera pelo bebê. (não, esse não será um post triste, espero).
O homem, depois da criação da mulher, é mero coajduvante nesse mundo. É fato. Comecei a perceber isso quando a Lili e eu ficamos noivos. Minha função era não atrapalhar (tô exagerando um pouco). Nas proximidades do casamento então, o noivo vira mero detalhe. Mais ou menos assim:
Na gravidez não é diferente. O papel do homem é mínimo: "- Meu filho, ceda logo aí seus cromossomos e fica quieto!"
É fato também que a grávida é a legítima detentora de todos os direitos à atenção, ao carinho, ao cuidado... e a estar sempre certa! rs. (calma, esse não é um manifesto de marido revoltado)
Essa semana a gravidinha e eu tivemos uma briga (por bobagem, como geralmente são essas brigas entre marido e mulher).
Bem, sob meu ponto de vista é que é foi por bobagem, mas acho que a Lili pensa diferente, ela tá contando todas, e, segundo ela, essa é a 5ª! desde o início da gravidez (apesar de eu discordar dessa contagem, mas não vou discutir isso, é como disse: é direito da grávida a presunção de estar certa, rs).
Andei fazendo as contas, se na 14ª semana já tivemos 5 brigas, no final da gravidez serão quase 15! Isso sem falar que, pelas previsões que alguns mais pessimistas nos passam, é depois que o bebê nasce que a coisa fica feia (choro de madrugada, mamadeiras, choro de madrugada, cólicas, choro de madrugada... e a paciência do casal aos trapos).
Brincadeiras a parte, a impressão desse pai de primeira viagem é que não aprendi muito bem a primeira lição que ouvi: tem que ter paciência com a grávida.
Não estou dizendo que ela estivesse errada, nem que eu estivesse, não é essa a questão. O que quero ressaltar é que a relação com a grávida precisa ser diferente. O marido tem de perceber certos sinais. E, confesso, acho que ando falhando nisso. Espero poder aprender nessas quase 20 e poucas (ou muitas, se levarmos em conta a pressa em ver o rostinho do filhote) semanas que ainda faltam, e muito mais quando o bebê nascer.
Abraços paternais!
p.s. Mas tá tudo bem com os pais do bebê. Vamos acalmar os ânimos (de férias) em Canoa Quebrada, levar o filhote pra comer um baião de dois e curtir aquele marzão verde do Ceará!

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